sábado, 29 de junho de 2013
Promete-me que ficarás
Partindo de início, sou péssima com
despedidas. Principalmente quando são despedidas de alguém que amamos, que
queremos a nosso lado mais que outra coisa. Nos últimos dias, tudo tem corrido
bem. Demasiado bem. E desde algum tempo que não me deixo ser totalmente feliz. Talvez
porque quando tudo fica bem, quando realmente eu começo a ficar feliz, me tiram
essa felicidade. E como posso eu entregar-me de alma e coração abertos para
algo que eu não sei onde irá dar? Eu tenho tentado faze-lo, quando estou na sua
companhia parece não haver nada capaz de me deter o sorriso de orelha a orelha
que fica esboçado todo o tempo, toda a hora, todo o minuto. Só por ele estar
comigo. Mas quando chego a casa, e venho só por mim, só eu, a história é outra.
Não consigo evitar procurar pela verdade que me escondem. Eu confio nele. Mas não
confio nela, e nunca irei confiar. Talvez porque ela ama o mesmo rapaz que eu
amo, o mesmo rapaz que me faz ficar feliz só por me mostrar o seu sorriso. Sou egoísta
no que lhe toca, perdão por sê-lo. Tudo o que mais quero é a felicidade dele,
invalidando ainda que possa não ser eu o motivo. Mas seria estupido eu não
querer nem um pouco ser o motivo da sua felicidade. E a verdade é que quero, a
cada dia que passa, a cada noite que durmo sem o seu aconchego, refugio-me no
quente dos lençóis, pedindo baixinho para um dia próximo poder faze-lo feliz
como nunca foi. Mas ele também por certa parte não deixa. Ainda que eu entenda
o porquê, não deixa de me magoar. Apesar de tudo, eu sei que quando ele me
esconde seja o que for relacionado com ela, é para me proteger, é para evitar
ver as minhas lagrimas. Porque sei que ele adora o meu sorriso mesmo não o
dizendo todos os dias. Embora estes pequenos detalhes que o meu coração sabe
que existem, ele não deixa de sentir aquela mágoa por não poder tê-lo só para
mim. Ela ama-o. Assim como eu. Mas ao contrário dela, eu nunca tive uma
oportunidade do seu amor como ela já teve. E eu gostava de poder ser
aconchegada com ela, a dada oportunidade. De poder sentir o sabor dos seus
lábios sem sequer pensar que já foram antigamente beijados por outra rapariga,
de poder sentir que ele só me ama a mim. E tudo isto mata-me por dentro aos
poucos. O meu amor por ele não é uma competição com o dela. Mas dou por mim a
pensar a certas noites que jamais poderei competir com ela, jamais poderei ser
ela. E custa-me perceber que ele tem mais empatia com ela. Dói tanto sabe-lo. Todos
os dias me sinto horrível por não ser capaz de confronta-lo com a realidade que
vai na minha mente. Eu apenas o faço para nos proteger. Para impedir que tudo
corra mal mais uma vez. Mas saber que ela existe do outro lado, faz com que
certas noites sejam a pior tortura que me poderiam dar. Isto vai acumulando
cada vez mais a cada dia que passa, por vezes torna-se impossível de suportar mas
ainda assim continuo a sorrir. De que me adianta chorar? Não irá curar a ferida
causada no meu coração, quando a única cura para tal é o seu amor. E é por isso
que eu preciso dele, é por isso que eu o amo. Porque ele é exactamente a única pessoa
capaz de me trazer a derradeira felicidade que eu quero e que eu preciso,
porque ele é o único rapaz que eu quero amar. E eu não vou aguentar se ele
algum dia partir da minha vida. E por isso, promete que não vai sair da minha vida.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário